Tomar resistiu à Cheia

O Concelho de Tomar viveu este Domingo, dia 1 de Abril, uma das suas maiores provas de nervos e de estudo, face às intervenções realizadas entre 2007 e 2011, no seio do curso do Rio Nabão, após as cheias do outono de 2006, que inundaram toda a baixa da cidade.

Na altura o rio “saltou” na Levada (Rua Everard), escassas 4 horas após o primiero pico de cheia no Agroal, com 3,05 metros, tendo vindo a atingir o seu máximo com a cota hidrométrica de 4,80 metros no Agroal.

Neste dia 31 de Março, as principais leituras no Agroal, foram as seguintes:
11H00 – 3,00m
12H30 – 3,24m
13H20 – 3,30m
15H20 – 3,70m
18H00 – 4,60m
19H30 – 5,00m
20H30 – 5,15m
22H00 – 5,20m
00H30 – 5,00m

Apesar de se terem ultrapassado de forma significativa todos os máximos anteriores, o Rio manteve-se dentro do seu curso na cidade, não tendo galgado as proteções junto à Levada, apesar de desde as 15H00 estas terem sido reforçadas, o que a não se ter verificado, teria toda a Levada e Praceta Alves Redol ficado parcialmente inundada.

Comprova-se assim ser possivel, através de um trabalho de prevenção, com ênfase na limpeza e afundamento sistemático do Rio, prevenir consequências maiores para os bens das pessoas, tendo sido essencial para esta melhoria a instalação do dique insuflável do flecheiro e subsequente limpeza do leito do Rio em 2008 entre o Açude dos Frades e o Açude do Flecheiro e em 2011, entre o Açude do Flecheiro e o Padrão.

No entanto todo o curso inferior do Nabão, entre a Ponte de Marianaia e o Açude da Matrena, se encontra inundado, especialmente junto à Quinta do Falcão – Moinho Novo, junto à confluência com a Ribeira da Bezelga, a qual manteve durante todo o dia uma cota hidrométrica próximas dos 3,00metros. A última cota observada com significância, havia sido 2,75metros no último episódio de cheia em 6/1/2011, quando se havia atingido os 3,26metros no Agroal, também sem quaisquer consequências na Cidade.

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